Junto à margem direita do rio Sanguinhedo, ergueu-se, no início da década de 20, do passado século, um pequeno estabelecimento fabril criado com o propósito de se dedicar à indústria de tecidos e serração de madeiras. Uma chaminé dominava a paisagem circundante, semeada de casas por entre verdes campos. Junto ao rio encontrava-se o moinho que recebia do ribeiro a força necessária para a moagem dos cereais. Ao seu lado a ponte do Arco, nome do local e futuro nome da empresa. Este estabelecimento, que se encontrava nos arrabaldes da outrora vila de Santo Tirso, foi construído pela Empresa Industrial de Santo Tirso, Lda. A sociedade foi constituída em 10 de Fevereiro de 1923 por um conjunto de 29 sócios, entre capitalistas e comerciantes do Porto e Santo Tirso, e industriais, maioritariamente moageiros e madeireiros. A sociedade contava ainda com o investimento de financeiros, funcionários públicos e técnicos têxteis do futuro estabelecimento.
O capital social era de 450 contos, valor que rapidamente subiria nos anos seguintes, com a ampliação da empresa e o investimento de novos capitais. Em 1924 o capital social é aumentado para 1.000 contos, e o número de sócios ascende a 34, demonstrando a dinâmica inicial desta sociedade.